Hoje de manhã, durante a façanha diária que tem sido alcançar a parada de ônibus com chuva, aconteceu algo um tanto epífano. Tenho o hábito de me deixar levar muito por uma música ou leitura. Divago tão longe na minha mente, que a volta para a realidade se torna um árduo processo. Entretanto, ouvir uma música e cantá-la me ajuda a levantar o astral às sete horas da manhã. A avenida Juca Batista dispõem uma ilha de pedestre. Ao alcançar o meio-fio da ilha, distraída, resvalei. Se um carro estivesse próximo, teria me atropelado. Acho que foi um milagre, pois como já disse a Juca Batista é impossível de manhã.
Mas o ponto que quero chegar é completamente diferente. Se eu tivesse presenciando a cena do meu pas-de-deux no meio-fio, teria morrido de tanto rir. Quem viu aquilo, as pessoas que estavam na parada, esperando seus respectivos ônibus, ficaram com cara de abortados! Pelo amor de Deus! Eu rio um riso tão natural e prazeiroso quando as pessoas caem, e admito isso botando em risco meu lugar no céu. Quando eu caio, se não quebro algum membro do corpo, saio rindo de mim mesma. Você não se sente bem por superar algo ou alguém? Está na base das relações da sociedade. Então! É a mesma coisa. É por favor, nunca venham me dizer que é sadismo ou falta de educação, pois é engraçado, e se chama "Humor negro". Se fosse algo irrelevante, não teria uma nomenclatura, como diria meu professor de Jazz. Entretanto, é preciso que haja o limite do bom-senso. Quando se transpassa esse limite o Humor Negro vira sadismo. Um pouco de malícia todos os dias não faz mal a ninguém.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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