
sábado, 25 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Stephen King - Pet Cemetery
Minha única amiga
Eterna e incondicional.
Meu vínculo com o passado,
O símbolo da minha infância nômade.
A única que permaneceu ao meu lado
A última raiz, o último resquício
Bia? Bia? Bia? Onde andarás?
Vagando sozinha no escuro, miando forte,
Procurando por mim.
Volte para mim! De qualquer jeito, volte.
Essa parte de mim agora decompõe-se
A três palmos no chão.
Embalado em um saco de lixo tosco
Onde puseram você, os ignorantes.
A sepultura cavei aos suspiros.
Minha gatinha querida
Eu te amo tanto!
Me perdoe por tudo o que deixei de fazer
E leve um pedaço da minha alma
Para onde quer que você for,
Que eu fico aqui na terra, deficiente.
domingo, 5 de setembro de 2010
Enantiomorfia

Eu aprendi a relevar
Sua raiva,
Seus acessos,
Sua agressividade
E as sequelas que me causava
Apenas com palavras.
Aprendi? Como?
Se a condição do ser humano
É ser um eterno aluno da vida!
Vivo a apreender o método
De lidar com você.
Uma lição da vida inteira.
Aguento demais o seu pessimismo.
Torturo-me tanto!
Me tornasse um reflexo seu
Sou um espelho daquilo que omitias,
O avesso.
Produto teu, distorcido.
Não sou aluno
Do casulo de sua mágoa
Saiu a mariposa pulverizada com o mau
Que não consigo desvencilhar.
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