sexta-feira, 26 de março de 2010

Sobre os sentidos irracionais

Ainda não sou sapiente em se tratando
enxergar a linha tênue
entre o onírico e o verossímel.

Há uma semana atrás estava eu,
me entregando de corpo e alma
ao império lynchiano dos sentidos.
Aqueles dos instintos primordiais,
do hedonismo.

Já não era mais um ser humano;
era uma fera, exalando feromônio
mostrando dentes,
suprindo necessidades emocionais instantâneas.

Doce Loucura de Erasmo,
que nunca me abandonará, assim espero.
Não deixe que eu me perca completamente
no caminho para teu mundo animalesco
das tentações.

O racional é a gravidade dos lunáticos.

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