quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Trapezista voadora


Confronto-me
Encaro a mim mesma no vidro espelhado.
Está virando praxe
E cada vez mais constante
Do outro lado há um céu poente e nublado
Seus carros inquietos e suas buzinas incessantes.
Transeutes locomovem-se ao ritmo do fim de tarde.
Como diria Cazuza "o tempo não para"

Moderno: excessos e pressa
Pressa de sair, pressa de sobressair, pressa de mudar
É tempo de espectativas, é tempo de responsabilidades
De novas ideias e rumos, novos ares, novas ambições...
Constante medo do novo
Mas não é um medo ruim
Gostoso pensar no bom do futuro
E todo o sucesso

Ansiedade de voar
Nunca senti antes tão forte
Vou ultrapassar este vidro
Adentrar a avenida como quem adentra o picadeiro
Como uma trapezista
Caminho bambo
Não há cama-elástica que me segure
Devo encontrar meu eixo de equilíbrio
Buscando o fim, inevitável.

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