...o que Woodstock representa na minha vida. Está na minha alma, na minha criação, no meu amadurecimento, nas minhas relações. Woodstock é símbolo de libertação, da quebra dos antigos costumes. Foi uma lição de humanidade em um infeliz período inflamado por napalm e poluído pelo lixo difamado pela águia colorida de azul lacrimal e vermelho sangue. Lágrimas e sangue que eram combatidos com a cura baudelairiana: a lisergia infinita enquanto dura.
Foi a mesma música que acalmou as feras de Orfeu, que encantou os ratos de Hamelin e que uniu os soldados do front, durante o Natal, na Primeira Guerra Mundial. Hendrix, Joplin, Baez, Jeferson Airplane, The Who, Joe Cocker, meus preferidos dentre os submundanos propagadores das boas vibrações. Instrumentos em sicronia, livres de más vibrações e influencias do comércio megalômaníaco repressor. A música foi o protesto de um povo que ansiava por novidades para o seu futuro. Que não queria viver como seus pais; submissos a decisões superiores dos grandes Lobos arquitetos do medo. Corpos nus, quentes e compartilhados.
Na plateia eram todos uma voz, uma cor, uma nacionalidade, uma religião, um ideal. Eram um cérebro pensante e um corpo operante, um organismo revolucionário. O povo unido jamais seria vencido. Este é o motivo de eu estar aqui descrevendo , após 40 anos, algo que não vivi, mas senti os efeitos, como ondulações intermináveis em um oceano de eternidade.
Foi a mesma música que acalmou as feras de Orfeu, que encantou os ratos de Hamelin e que uniu os soldados do front, durante o Natal, na Primeira Guerra Mundial. Hendrix, Joplin, Baez, Jeferson Airplane, The Who, Joe Cocker, meus preferidos dentre os submundanos propagadores das boas vibrações. Instrumentos em sicronia, livres de más vibrações e influencias do comércio megalômaníaco repressor. A música foi o protesto de um povo que ansiava por novidades para o seu futuro. Que não queria viver como seus pais; submissos a decisões superiores dos grandes Lobos arquitetos do medo. Corpos nus, quentes e compartilhados.
Na plateia eram todos uma voz, uma cor, uma nacionalidade, uma religião, um ideal. Eram um cérebro pensante e um corpo operante, um organismo revolucionário. O povo unido jamais seria vencido. Este é o motivo de eu estar aqui descrevendo , após 40 anos, algo que não vivi, mas senti os efeitos, como ondulações intermináveis em um oceano de eternidade.


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