segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Comida e prazer

Fiquei tão animada quando descobri tenho jeito para cozinhar, algo que sempre despertava-me preconceito pela relação com a Dona de casa, e todo aquele conservadorismo estilo Brasil século XIX. Resumindo: cozinha era sinônimo de falta de atitude. Mas quebrei esse tabu.
Depois de vários anos de experiências escoteiras, a pessoa tem o direito irrefutável de dizer que o quê sabe fazer não é pouco e nem ruim. É aí que eu me encaixo. Já cozinhei em lugares bizarros alimentos ruins e bons, preparados com a devida higiene ou total desleixo (como o espetinho de carne cortada com os dentes). Essas vivências (agradáveis ou não) me deram uma pequena noção de como controlar óleo e sal, temperos, tempo de cozimento, intensidade do fogo, combinações certas, etc. Além disso, a paciência que se adquire é muito grande. E são essas as pequenas noções que formam a base para a execução de refeição.
Para finalizar minha exaltação, outro hábito que tenho é o de não comer o que cozinho, só servir. O prazer das pessoas em saborearem algo que exigiu meu esforço serve de alimento não só para o estômago, mas para a alma.

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