quinta-feira, 16 de julho de 2009


Hoje fui sem culpa alguma ao cinema. Depois de tanto tempo privada da sétima arte, é um bálsamo para os olhos de qualquer cinéfilo. Como nem sempre o que há na sua carteira condiz com as suas vontades, fui na sorte. Na hora eu tinha somente sete reais e mais alguns tostões. E realmente funcionou! Fui à Casa de Cultura Mario Quintana, que é o lugar perfeito quando se tem uma tarde livre e solitária (o que não significa que tristeza). Decididamente temáticas que abordam geopolítica do último século têm me chamado muita atenção, principalmente por não ter aquele efusividade hollywoodianas (inconscientemente criei um certo preconceito). Resolvi pegar o horários dàs 17h10: "A culpa é do Fidel" (La faute à Fidel), de Julie Gavras.

Roteiro e direção de arte incríveis. Ambos muito originais. É a história Anna, uma menina que vive na França pós Maio de 68. Mimada e acostumada com a fartura, Anna vê sua realidade mudar repentinamente quando seus pais passam a ser adeptos do comunismo, depois da morte de um familiar, na Espanha, pelo regime franquista. A coqueluche dos golpes militares e a força do povo, entre as décadas de 60 e 70, são palco desta história, que mostra o decorrer dos fatos políticos mundiais sob o olhar de uma criança que recebe informações vindas de todas as posições da "pirâmide social". A forma como os personagens interagem entre si lembram muito o cartum "Malfalda", de Quino (o que não diminui originalidade do filme). Um dos pontos culminantes do filme é a volta dos pais de uma viagem ao Chile e a menina vê seu pai de barba e bigode crescidos, de acordo com a crítica de babá sobre os "vermelhos raivosos, loucos por uma guerra nuclear". Ou também as tiradas inocentes do irmãozinho Françoise. Só vendo para concluir...

Um comentário:

  1. coincidencia, ouvi falar a pouco desse filme e fiquei super interessada.
    parece ser uma ótima pedida mesmo.
    (to com saudades, bah!)

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